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Órgãos públicos estão contratando serviços de SMS pirata, alerta MEF

Órgãos públicos estão contratando serviços de SMS pirata, alerta MEF

Por desconhecimento, diversos órgãos públicos brasileiros estão contratando serviços de SMS pirata, alerta o diretor geral do MEF na América Latina, Rafael Pellon. Na lista, estão um Tribunal Regional Eleitoral (TER) nordestino e a Defesa Civil do Rio de Janeiro, além do Sebrae. No caso da Defesa Civil, o problema foi descoberto da pior maneira possível: na hora de enviar mensagens para pessoas em área de risco de deslizamento na região serrana, o SMS não chegou. No momento, há dois editais de grande porte abertos para contratação de serviços de SMS: um da Petrobras e outro do Ministério da Educação (MEC). Em nenhum deles há qualquer exigência de verificação da legalidade das conexões do contratado. O MEF entrará em contato com a Petrobras e o MEC para alertá-los sobre o problema.
O SMS pirata é oferecido por empresas que não têm conexão direta com as operadoras de telefonia celular brasileiras. Um dos caminhos adotado para a entrega das mensagens é enviá-las de fora do país, por meio de conexões de roaming internacional. Geralmente o serviço é oferecido em sites web com pagamento via cartão de crédito internacional. Outro método é o uso das chamadas "chipeiras": equipamentos onde são instalados diversos SIMcards de várias operadoras para o disparo simultâneo de milhares de mensagens intranet, aproveitando promoções das teles para esse tipo de tráfego. Por não pagarem impostos e nem garantirem a qualidade do serviço, as empresas piratas conseguem preços muito mais baixos que os praticados pelo mercado. Hoje, os preços oficiais, incluindo os custos das teles e os impostos, giram em torno de 16 centavos por mensagem em um pacote com 100 mil mensagens, podendo chegar a 8 centavos, quando se trata de volumes acima de 1 milhão de mensagens. As empresas piratas praticam valores abaixo desses patamares.
Estima-se que atualmente 40% do tráfego de SMS corporativo no Brasil provêm de empresas piratas. Isso gera não apenas uma perda em impostos para o País, mas também um risco para o cliente (pois não há garantia de entrega), um perigo para o consumidor (pois não há fiscalização contra spam e nem sobre o conteúdo trafegado) e uma sobrecarga nas redes das teles, que são surpreendidas com um volume imenso de SMS que não era esperado, congestionando o canal.
As teles tentam combater as conexões internacionais, fechando-as quando notam um tráfego que fuja do habitual. Porém, as empresas piratas já aprenderam a driblá-las. "As mensagens não são mais enviadas por uma rota só ao mesmo tempo, mas distribuídas entre várias. Vêm do Leste Europeu, do Leste Asiático, da Austrália...", relata Pellon.
Por sua vez, o uso de chipeiras, quando identificado, é denunciado pelas teles à Anatel por configurar uso abusivo do serviço peer-to-peer. As operadoras bloqueiam as linhas, mas basta que os piratas troquem os chips para recomeçarem o trabalho.
Campanha
O MEF, em parceria com três de seus membros (Movile, Spring Wireless e Zenvia), está liderando uma campanha contra o SMS pirata. A iniciativa tem três frentes: 1) educar o mercado, conscientizando órgãos públicos e empresas privadas dos riscos de contratarem piratas; 2) fiscalizar o mercado, denunciando à Anatel e à Receita Federal quem atua incorretamente; 3) promover a divulgação daquelas empresas que têm conexão direta com as operadoras, atuando legalmente, com garantia de qualidade. No site www.smspirata.com.br, criado para expor o problema, será divulgada em abril a lista das companhias que seguem corretamente as regras do mercado.

Fonte: Mobile Time
Data: 15/03/2012
Link: http://www.mobiletime.com.br/15/03/2013/orgaos-publicos-estao-contratando-servico-de-sms-pirata-alerta-mef/331024/news.aspx

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